quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Como Lidar com a Perda e a Dor!

A dor de perder alguém muito importante para você pode ser intensa, principalmente se as memórias tristes e as perguntas nunca respondidas o perseguirem. Você pode até mesmo sentir que nunca mais será o mesmo – que nunca rirá ou será completo novamente. Apesar de não haver um modo de ficar de luto sem dor, existem modos saudáveis que podem ajudá-lo a seguir em frente construtivamente. Não se contente com uma vida infeliz – enfrente a perda e, lentamente, você ficará melhor.
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Após uma perda grave, nós buscamos qualquer coisa para aliviar a dor, mas submeter-se a hábitos danosos - como o uso de drogas, o abuso de álcool, dormir demais, etc. – ameaça seu bem estar e o deixa vulnerável ao vício e a mais dores. Você nunca se recuperará a menos que confronte a perda. Ignorar a dor ou se distrair funcionará apenas por um tempo – não importa o quanto você fuja, o luto o alcançará. Permita-se chorar ou lamentar de modo natural, pois o único modo de vencer o luto é reconhecendo-o.
  • Uma perda recente merece sua atenção total. Entretanto, você deve criar uma linha que impeça a lamentação prolongada. Permita-se tirar alguns dias para se lamentar, mas o exagero o sugará para um buraco negro de dor, auto piedade e incapacidade de seguir em frente.
Libere sua dor e não segure as lágrimas. Nunca tenha medo de chorar, mesmo se não fizer isso com frequência. Entenda que não há um modo errado de sentir dor ou de expressá-la, o importante é reconhecê-la e tentar superá-la. Como fará isso dependerá de você.
  • Encontre um escape para sua dor. Se sente vontade de realizar certa atividade enquanto lamenta, faça-a (desde que ninguém seja prejudicado ou machucado). Chorar, socar o travesseiro, correr, jogar coisas fora, dirigir, gritar em um local solitário e desenhar são algumas das coisas que as pessoas fazem para se livrar da dor. Todas essas opções são válidas.
  • Evite fazer coisas que possam prejudicar você ou os outros. Nunca machuque ninguém nem piore sua situação. Essa é a hora de aprender a extrair suas reservas emocionais e lidar com a dor.
Compartilhe seus sentimentos com os outros. Se não encontrar um amigo, apoie-se em um estranho compassivo ou um terapeuta. Mesmo se estiver se sentindo confuso, conversar com alguém de confiança é um modo de liberar a dor que está sentindo. Veja a conversa como um modo de "organizar" suas emoções – seus pensamentos não precisam ser coerentes, apenas expressivos.
  • Se está preocupado que os outros podem se sentir confusos ou nervosos com o que está dizendo, avise-os de que está triste, magoado, confuso, etc. para aliviar essa preocupação. Apesar de algumas coisas que disser não fazerem sentido, você agradecerá por ter alguém ouvindo. Um amigo íntimo não se importará em ajudá-lo.
Distancie-se de pessoas que não sejam compassivas. Infelizmente, nem todos poderão ajudá-lo e você deve ignorar pessoas que digam coisas como "supere", "não seja tão sensível", "eu superei rápido quando isso aconteceu comigo", etc. Elas não sabem como você se sente, então ignore os comentários que ouvir. Diga "Você não precisa ficar comigo se eu o incomodo, mas eu preciso passar por isso, então me dê um pouco de espaço."
  • Algumas pessoas que tratam suas lamentações com desdém podem ter boas (mas equivocadas) intenções, então reconecte-se com elas quando estiver melhor. Até lá, distancie-se da impaciência, pois não é possível apressar a recuperação emocional.
Não tenha ressentimentos. Após perder alguém, você pode se sentir culpado por pensamentos como "Gostaria de ter dito adeus uma última vez" ou "Gostaria de tê-lo tratado melhor". Não seja consumido por isso, pois você não pode mudar o passado. Você não tem culpa de ter perdido um ente querido, então ao invés de remoer o que poderia ou deveria ter feito, foque-se no que pode fazer – processar suas emoções e seguir em frente.
  • Caso você se sinta culpado após uma perda, converse com pessoas que conheçam a pessoa ou o animal de estimação que perdeu. Elas quase sempre conseguirão convencê-lo de que você não tem culpa de nada.
Pois assim como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação. 
2 Coríntios 1:5

Certamente ele tomou sobre si
as nossas enfermidades
e sobre si levou as nossas doenças;
contudo nós o consideramos
castigado por Deus,
por Deus atingido e afligido. Mas ele foi traspassado
por causa das nossas transgressões,
foi esmagado por causa
de nossas iniquidades;
o castigo que nos trouxe paz
estava sobre ele, e pelas suas feridas
fomos curados. 
Isaías 53:4-5.

NÃO E FACIL LHE DAR COM A DOR E PERDAS, MAIS DEVEMOS MANTER ENERGIA POSITIVA E FICAR FORTE, MESMO QUE CHORO DURA DIAS E DIA, DEVEMOS ACREDITAR EM DIAS MELHORES

JUNIO ALVES CARVALHO 

FONTE:
https://www.bibliaon.com/dor/
https://pt.wikihow.com/Lidar-com-a-Perda-e-a-Dor

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Quando eu acredito que não sou uma boa pessoa!


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Você já sentiu que não era uma boa pessoa? Muitas vezes cometemos alguns erros que nos fazem sentir mal, nos sentimos culpados e acreditamos que somos pessoas más. No entanto, nem tudo o que acontece de errado significa que somos maus.
Acredite, se você pensa que é uma pessoa má, provavelmente não é. As pessoas más não ficam pensando se são más ou não; elas simplesmente agem, sempre em benefício próprio, fazendo maldades sem nenhum motivo.
“Não se esqueça, seja bom ou ruim, isto também passará”.
-Jorge Bucay-
Quando você se sente uma pessoa má, já parou para pensar que talvez os outros o façam se sentir assim? Hoje, você vai descobrir que muitas vezes acredita que está agindo de uma forma negativa, quando na realidade não está. Existem muitos fatores que influenciam, mas o importante é como você se vê.

O limite entre o bem e o mal

Desde pequenos nos ensinam que devemos ser bons. Mas, o que é realmente ser uma boa pessoa? Comportar-se bem, ajudar os outros, nunca dizer não…
Algumas coisas que nos ensinam prejudicam a nós mesmos. Ser muito bom, muitas vezes, nos expõe demais aos outros, ficamos vulneráveis e nos transformamos em um alvo que vai receber todas as flechas lançadas contra nós.
À medida que crescemos e adquirimos responsabilidades, muitas vezes nos sentimos culpados: quando dizemos não e a pessoa se irrita, quando dizemos a verdade e temos mais problemas do que se tivéssemos mentido, quando mantemos as aparências para que ninguém nos julgue…
Chega! Uma coisa é ser uma boa pessoa, e outra muito diferente é ser bobo e permitir que os outros nos manipulem. Não permita que ninguém lhe use conforme o seu desejo e nem lhe faça se sentir mal.
Por que essa pessoa se irrita comigo? Por que quando sou sincero me tratam mal e me desaprovam? As pessoas pedem sinceridade, mas preferem ouvir as mentiras. Isto não é hipocrisia?

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

POR QUE ESTAMOS TÃO CANSADOS?

Começamos a trabalhar mais, a ganhar menos e a Terra a girar mais rápido, ou há algo mais escondido nessa canseira nossa de todo dia?

É fim de ano, já temos enfeites de natal nos entupindo as artérias, perus sendo vendidos no mercado, o vasilhame da coca-cola cada vez mais gordo, expectativa para o amigo secreto da firma. Nos restaurantes, pontos de ônibus e farmácias escutamos a mesma frase "Nossa, esse ano voou, hein?" (eu mesma me pego dizendo isso a todo instante), mas a pergunta que não quer calar é: por que estamos tão cansados?
Todo mundo anda reclamando que não aguenta mais, que não vê a hora de entrar em férias, que sente muito sono de manhã, que está sem dinheiro (de novo) para os presentes. Deus meu, o que é que está havendo? Falo do alto de minha baixa de energia, às quase onze da noite, depois de um dia de muito trabalho e uma noite de estudo. A questão aqui é pessoal, é social, é minha, é sua e é de todos nós. Por que diabos andamos tão exaustos da vida?
O que nos exaure as energias é mesmo o tempo que anda passando depressa demais, as obrigações que só aumentam e o lazer que só diminui ou há algo mais a notar? O que estamos perdendo, afinal?
Acho que toda essa canseira brota de uma desatenção aos detalhes. Estamos perdendo tempo demais com coisas grandes e deixando de reparar nas miudezas. Nos detalhes das causas da nossa própria insatisfação. Tem muito 3G, muito wi-fi, muita lama, muita guerra, muito ódio, muita política ruim, muito coração partido, muito trabalho, muito tudo. A vida é um imenso plural. A vida é uma vaca megalomaníaca que nos sufoca com suas tetas imensas.
Esquecemos de ir ao médico pra ver aquela dorzinha de cabeça insistente, deixamos de encontrar aquele amigo tão bacana que nos faz rir, desmarcamos o happy hour porque temos que continuar trabalhando (mesmo depois de 8, 9 ou 14 horas diárias); nos deixamos à mercê. Vamos levando, seguindo, tocando a vida. Mas... é isso? Viver é ir tocandoIr levando? Até quando? Parem o mundo, eu quero descer. E o último ao sair apague a luz, porque a conta de energia só sobe.
E a nossa própria conta, cai na conta de quem? Quem vai pagar a conta dessa enorme insatisfação? Estamos em débito com os nossos desejos?
No fim das contas, volto ao mesmo: é preciso olhar pro próprio umbigo. É preciso se encarar de frente pro espelho, enxergar os cabelos brancos, as rugas em volta da testa sisuda, o peito sempre sufocado, os ombros, que parecem carregar caminhões de carga. Detalhar é preciso. Mas a impressão que eu tenho é que às vezes a vida me atropela. É como se o meu corpo não conseguisse alcançar a linha de chegada porque minha cabeça está em outro lugar. É tudo muito rápido, e eu gosto de olhar pra cima, observar as árvores, tomar o meu café em paz. Às vezes eu só quero descansar. Mas o que nos falta não é tempo.
O que me falta não é tempo. Tempo eu tenho. Tenho tanto, que até trabalho, estudo, trabalho mais um pouco, leio, escrevo, choro, rio. O que eu estou deixando para trás são os detalhes. É aqui mesmo que quero ficar? É por essa rua que quero passar todos os dias? É essa marca de sabão que quero comprar?Não. Eu quero ir embora, dar o fora, "e quero que você venha comigo todo dia todo dia", quero fazer meu próprio sabão, quero comer orgânicos.
O problema está em ter deixado algum tempo passar fazendo sempre a mesma coisa sem se questionar e de repente culpar o tempo - ou a falta dele - pelas nossas próprias insatisfações.
Fico 40 minutos no facebook, rolando e babando pelo feed de notícias - sangrento e lamacento - e esqueço de ouvir Mozart, que gosto tanto. Fico 30 minutos escrevendo uma mensagem de feliz aniversário para um amigo que mora em Mogi e deixo de discar o número dele e gravar uma mensagem na secretária eletrônica (quem faz isso hoje em dia? Eu acharia o máximo, by the way). Fico correndo de lá pra cá com os ombros tensos, sem respirar direito, e me esqueço de sentar por cinco minutos num banco qualquer e tomar um sorvete. Tá, depois eu volto ao trabalho. Fico assistindo ao noticiário enquanto poderia ler poesia. Fico pensando em quem não está nem aí para o meu músculo cardíaco e não olho o rapaz que acaba de entrar no ônibus e sorri pra mim. Fico acostumada a almoçar em 15 minutos, a mastigar a comida 3 vezes antes de engolir, e perco a oportunidade de experimentar aquele molho agridoce. Deixo de sentir. Deixo de cheirar. Deixo de suspirar. Deixo de chorar. Deixo de notar. Deixo de andar sob quatro patas.
"A gente se acostuma, mas não devia."
Eu quero sair de dentro desse abismo que chamo de tempo, quero correr num campo aberto, quero gastar todas as minhas fichas, quero pagar a conta dessa insatisfação sozinha. Quero me alcançar, porque sei que em algum momento - ou em vários pequenos momentos - me deixei ali, na beira da estrada, esperando, enquanto eu corria atrás de alguma coisa que nem sequer descobri o que é. Eu me quero de volta, com todas as imperfeições e contratempos, com a mancha de café no vestido, com o cadarço desamarrado, com todas as marcas que atestem essa gastura causada pela passagem do tempo, não me importa como, desde que eu tenha a verdade de mim mesma.
Pra isso talvez seja preciso parar um pouco. Re-pensar. Re-significar todo esse corre-corre. Planejar algo que alimente a alma. Traçar metas, se lembrar de sonhos esquecidos, fazer a famosa lista de resoluções para o novo ano.
Que bom que a vida foi dividida nesses ciclos de 12 meses que chamamos "ano". Que bom que o ano está no fim. Passou voando. Que depois das férias essa correria continue, mas que não nos escapem os sentidos mais singulares, que fazem essa correria toda valer a pena. Que o tempo continue voando, mas que não leve a nossa leveza de sentir a brisa que nos toca o rosto.

Como ser um minimalista sem perder!

Você já sentiu como não importa o quão difícil você tenta, quão excepcional é a sua rede, quanto você empurra para estar em todos os ev...