Consumo!
Você acorda, levanta da cama, liga a TV e tudo o que você vê é consumo. Você coloca o pé na rua e tudo o que ouve é consumo, consumo, consumo.
Você já ouviu falar de minimalismo? Como estilo de vida, minimalismo nada mais é do que o princípio de reduzir ao mínimo o emprego de elementos ou recursos no nosso cotidiano. É reduzir o consumo excessivo.
Não falo em deixar de consumir porque, na verdade, é
praticamente impossível viver uma vida sem consumo. O consumo faz parte da nossa realidade. Isso não significa que não possamos consumir de maneira mais consciente.
Há algum tempo comecei a notar a quantidade de coisas que eu tinha, o quanto eram descartáveis e o quanto me via infeliz.
Conhecer mais sobre isso e me atendo ao fato de vivermos em um sistema capitalista, onde tudo é feito para nos sentirmos insatisfeitos e consumir mais e mais, ir na contramão dessa ideia foi – e é – um ato de rebeldia, porém muito saudável.
Minimizar para maximizar
Isso significa que deixei de consumir? De maneira nenhuma. Eu passei a minimizar as coisas e maximizar as experiências.
Investir meu dinheiro em coisas que me tragam experiência de vida e satisfação pessoal e menos em produtos. Ter menos para viver mais.
E desde que passei a viver uma vida de consumo mais consciente, e exercitando o pensamento coletivo e menos impulsivo, eu tive experiências tão legais e que nunca sobrava grana para investir nelas antigamente.
Vida editada
Assim como editamos um texto ou um vídeo para sintetizar uma ideia de forma mais precisa, eu precisava entender o que era essencial e que manteria. E decidi aplicar isso a outros elementos da minha vida.
Não posso dizer que isso é uma coisa abrupta, muito pelo contrário. Esse é um processo gradativo (e que nunca acaba), mas que reflete em tantas outras coisas da vida que só vivendo isso, vemos o quanto é benéfico.
Isso me levou a conhecer outras coisas como sustentabilidade, slow fashion, movimento “Compro de Quem Faz” e muitas coisas que abordarei em outros posts.
Em resumo, passei a escolher melhor como consumir roupas, alimentos e – pasmem – até o tipo de pessoas a manter na minha vida, no meu círculo social.
Ser minimalista: Viver mais, tendo menos!
Minimalismo na televisão
O programa Menos é Demais, do canal Discovery Home and Health, mostra histórias de pessoas que exageram na hora de comprar, acumulando vários tipos de produtos. Nessas situações, podemos perceber a necessidade de preenchimento interior se manifestando exteriormente.
Um dos casos mostrados foi da dona de casa Rosiane, que tinha mais de 500 itens de cozinha e tudo de forma bem exagerada. Conversando com a consultora Chiara Gadaleta, Rosiane contou que fica o dia todo sozinha, que sente falta da companhia e da empatia que as pessoas da sua terra natal, Minas Gerais, tinham umas com as outras. Então esse acumulo de potes, panelas etc., era uma forma de ocupação que ela encontrou para sua própria vida.
Pensar em se ter menos numa sociedade capitalista pode parecer utópico, já que recebemos novas mensagens publicitárias diariamente. Constantemente, a mídia nos vende uma imagem de que quem tem mais é mais feliz. Uma imagem igualmente utópica.
O consumo tem relação com a felicidade?
Para as Pessoas o que significava ter sucesso, a maioria falou em felicidade, plenitude, equilíbrio em todas as áreas da vida. Muitas vezes sabemos que o dinheiro ou a posse de produtos não vai nos trazer felicidade total, mas quanto dessa sabedoria estamos levando para o nosso dia a dia?
Olhe sua lista de prioridades. Olhe nos seus objetivos do ano quantos deles estão ligados, direta ou indiretamente, a um consumo que poderia ser descartado?
Em 2016, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Cliente, a principal meta dos brasileiros era de sair do vermelho (36,8%). Em seguida, vinha o desejo de fazer atividade física (34,3%), de comprar e/ou trocar de carro (27,6%) e perder peso (27,5%). Sendo que os principais motivos para as pessoas estarem no vermelho são parcelas a pagar no cartão de crédito e de cartão de loja.
“Um dia eu abri os olhos e percebi como eu tinha coisas e como estava sempre comprando o mesmo do mesmo. Nessa época, me dei conta de que gostaria de viajar e quando fui pesquisar preços, percebi que se eu parasse de comprar bobagens, conseguiria pagar as parcelas de viagem tranquilamente. Fui descartando o excesso, aliviando a bagagem e sobrou até o dinheiro pra tão desejada viagem.
Hoje eu faço uma viagem por ano. Tenho menos coisas, mas vivo com muito mais intensidade. Valorizo o que realmente precisa ser valorizado. Mais uma bolsa? Mais um sapato? Mais uma blusa? Não, obrigada. Entendi que sempre haverá alguma coisa para encantar nossos olhos, mas essa coisa não precisa necessariamente vir pra minha casa. Aprendi a olhar, gostar e deixar onde está.
E hoje minhas compras são apenas de reposição. Deu muito certo pra mim. Encontrei meu caminho no minimalismo.” Depoimento, Adriana Siqueira.
Hoje eu faço uma viagem por ano. Tenho menos coisas, mas vivo com muito mais intensidade. Valorizo o que realmente precisa ser valorizado. Mais uma bolsa? Mais um sapato? Mais uma blusa? Não, obrigada. Entendi que sempre haverá alguma coisa para encantar nossos olhos, mas essa coisa não precisa necessariamente vir pra minha casa. Aprendi a olhar, gostar e deixar onde está.
E hoje minhas compras são apenas de reposição. Deu muito certo pra mim. Encontrei meu caminho no minimalismo.” Depoimento, Adriana Siqueira.
FONTE: http://www.queroevoluir.com.br/como-ser-minimalista/
O que significa, então, ser minimalista?
Não pense que o minimalismo é não é ter quase nada. Você não tem que doar todos os seus itens de casa, não tem que jogar fora todos os seus sapatos e roupas, não é perder seu poder de decisão de ter o que quiser ou perder sua liberdade de escolha. Ser minimalista é consumir de forma mais consciente.
O que eu tenho gostado de conhecer nesse estilo de vida é justamente a liberdade que podemos ter em nossa vida. É tomarmos decisões baseadas em nossa própria felicidade. Isso não precisa, de maneira alguma, nos limitar.
“Minimalismo pra gente é desapegar. É libertador não depender de objetos, pessoas ou lugares para criar paz e felicidade em nossas vidas… As mudanças físicas foram enormes: reduzimos móveis, guarda-roupa, eletrônicos, utensílios em geral (banheiro e cozinha). As mudanças psicológicas, uau, essencialmente descobrimos o que queríamos em nossas vidas. Além de ser infinitamente mais econômico, saudável.”
Raranda Mararaj, que vive uma vida minimalista desde 2012.
Além de fazer uma limpeza geral na sua vida, de te deixar mais leve, mais feliz, você pode doar para outras pessoas que precisem mais do que você. Diversas ONGs e projetos arrecadam roupas e materiais para pessoas menos favorecidas ou até mesmo para fazerem bazares beneficentes, o que pode ainda aumentar seu grau de motivação e satisfação.
O que importa em tudo isso é você estar bem consigo mesmo. É se ver como prioridade antes de qualquer coisa que você tenha e perceber que você não precisa de nada material para se sentir completo(a).
Alguns links sobre assuntos
“Simplicidade é a máxima satisfação!”
Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci
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